Modelo 3D de uma Alocasia macrorrhizos num vaso de terracota, com grandes folhas em forma de coração, brilhantes e almofadadas, de pé sobre pecíolos grossos

Modelo 3D de uma Alocasia macrorrhizos num vaso de terracota, com grandes folhas em forma de coração, brilhantes e almofadadas, de pé sobre pecíolos grossos

Araceae

Alocasia

Alocasia macrorrhizos

Também conhecida como Orelha-de-elefante · Taro-gigante · Alocásia-gigante

Folhas enormes em forma de coração, brilhantes e almofadadas, de pé sobre pecíolos grossos.

Luz
Muita luz indiretaLuz clara; tolera sol suave da manhã.
Rega
ModeradaQuando os primeiros 3–5 cm secarem. Muito menos no inverno.
Humidade
Média a alta50–60 %. Ar seco favorece ácaros.
Temperatura
15–30 °CEntre 18 e 28 °C. Abaixo de 12 °C pode perder as folhas.
Animais
TóxicaTóxica: oxalatos de cálcio muito irritantes para a boca e a pele.
Dificuldade
MédiaCrescimento rápido no verão · 1–2 m em interior

A Alocasia macrorrhizos, o taro-gigante, é uma das “orelhas-de-elefante”: folhas enormes em forma de coração, verde brilhante, almofadadas entre as nervuras claras, que se erguem com a ponta para cima sobre pecíolos grossos e carnudos. Em vaso forma um leque de poucas folhas grandes; com os anos, a base engrossa num caule anelado.

É mais robusta do que as alocasias “joia” de folha pequena. Precisa de muita luz indireta, de um substrato bem arejado e de regas generosas no verão e escassas no inverno. Os cuidados servem também para outras alocasias de folha grande, como a A. odora e a A. 'Portodora'.

Origem: Sudeste Asiático tropical, da Malásia e Indonésia à Nova Guiné e ao norte da Austrália.

Como cuidar da Alocasia

Luz

Precisa de muita luz indireta para manter folhas grandes e pecíolos firmes: junto a uma janela ampla, com algumas horas de sol suave da manhã ou do fim da tarde. O sol forte do meio-dia de verão queima as folhas.

Com pouca luz, os pecíolos alongam-se e tombam, as folhas novas saem mais pequenas e a planta inclina-se muito para a janela.

  • Rode o vaso a cada 2 semanas: as folhas viram-se todas para a luz.

Rega

Na primavera e no verão, regue quando os primeiros 3–5 cm do substrato estiverem secos, a fundo, deixando escorrer. Com calor e muita luz pode ser mais de uma vez por semana.

No outono e no inverno o crescimento abranda muito e a planta pode até perder folhas. Reduza bastante a rega: a base carnuda guarda água e o encharcamento com frio apodrece as raízes.

  • Gotas de água nas pontas das folhas de manhã (gutação) indicam que a rega está generosa, mas não fazem mal. Não as toque: a seiva é irritante.

Humidade

Aprecia humidade média a alta (50–60 %), mas a A. macrorrhizos adapta-se bem ao ambiente de casa. O ar muito seco, sobretudo com aquecimento, favorece o aranhiço-vermelho, a praga mais comum das alocasias.

Temperatura

Gosta de calor, entre 18 e 28 °C. Abaixo de 12–15 °C entra em repouso e pode perder quase todas as folhas. Mantenha a rega mínima: na primavera volta a rebentar a partir da base.

Substrato e vaso

Precisa de um substrato muito arejado: mistura para aroides (substrato universal com casca de pinheiro, perlite e fibra de coco) ou granulados minerais como pedra-pomes. O vaso tem de drenar muito bem: a terracota ajuda o substrato a secar.

Transplante na primavera, a cada 1–2 anos, para um vaso um pouco maior. Plantas altas, de folhas pesadas, ficam mais estáveis em vasos pesados ou largos.

Adubação

É uma planta gulosa enquanto cresce: da primavera ao fim do verão, adube a cada 2–4 semanas com fertilizante líquido para plantas verdes, diluído a metade. Pare no outono.

Poda e limpeza

É normal a planta perder a folha mais velha quando abre uma nova: “entra uma, sai outra”. Corte as folhas amarelas junto à base, com uma faca limpa.

Limpe as folhas com um pano húmido, verifique o verso regularmente para detetar ácaros e use luvas: a seiva irrita a pele.

Propagação

A forma mais fácil é separar os rebentos que nascem na base, com raízes próprias, ao transplantar. Também produz pequenos tubérculos junto às raízes, que brotam num substrato húmido e quente.

Numa planta adulta que já formou caule, pode cortar o topo e enraizá-lo em substrato arejado. O toco que fica no vaso volta a rebentar.

Ao longo do ano

  1. Primavera

    Volta a crescer: transplante, separe rebentos e retome a adubação.

  2. Verão

    Época de crescimento rápido: regas generosas, adubação a cada 2–4 semanas e atenção aos ácaros.

  3. Outono

    Reduza a rega e deixe de adubar. Algumas folhas amarelecem.

  4. Inverno

    Rega mínima, local luminoso e acima de 15 °C. Perder folhas nesta altura é normal.

Problemas comuns

  • Folha velha amarela quando nasce uma nova

    Causa provávelRenovação natural.

    O que fazerNão é problema: corte-a quando estiver seca.

  • Pontinhos claros, folhas baças e teias finas no verso

    Causa provávelAranhiço-vermelho (ácaros), comum com ar seco.

    O que fazerDuche às folhas (dos dois lados), aumente a humidade e trate com sabão potássico ou óleo de neem, repetindo semanalmente.

  • Várias folhas amarelas e caules moles

    Causa provávelExcesso de água, sobretudo com frio.

    O que fazerDeixe secar mais e verifique as raízes. Transplante para substrato mais arejado se estiverem podres.

  • Pecíolos compridos que tombam

    Causa provávelPouca luz.

    O que fazerMude para um local mais luminoso. As folhas tombadas não voltam a levantar.

  • Manchas castanhas secas

    Causa provávelSol forte ou falta de água prolongada.

    O que fazerFiltre o sol do meio-dia e regularize a rega.

  • Perde todas as folhas no inverno

    Causa provávelRepouso por frio ou pouca luz.

    O que fazerSe a base estiver firme, está viva: rega mínima até à primavera.

Curiosidades

  • É uma das maiores plantas de folha inteira: na natureza as folhas passam de 1 metro e a planta chega a 4 metros de altura.
  • O nome macrorrhizos quer dizer “de raiz grande”, por causa do caule subterrâneo grosso. Nas ilhas do Pacífico esse caule é cozinhado e comido, depois de muito bem preparado: cru é muito irritante.
  • Os anéis no caule das plantas adultas são as cicatrizes das folhas que já caíram: contam a história da planta.

Perguntas frequentes

Porque é que a minha Alocasia perde uma folha quando abre outra?

É normal: sobretudo com pouca luz ou no inverno, a planta mantém um número limitado de folhas e descarta a mais velha quando abre uma nova.

A Alocasia é tóxica?

Sim, para pessoas e animais. Contém cristais de oxalato de cálcio que causam dor e inchaço na boca e irritam a pele. Use luvas ao podar e mantenha-a fora do alcance de crianças e animais.

Porque é que a Alocasia “chora” gotas de água?

Chama-se gutação: com o substrato muito húmido, a planta expulsa o excesso de água pelas pontas das folhas, normalmente à noite. Não é grave, mas é sinal de que pode espaçar as regas.

Quanta luz precisa uma Alocasia?

Muita luz indireta, perto de uma janela, com algum sol suave da manhã. Com pouca luz, as folhas ficam pequenas e os pecíolos tombam.

Atualizado em